O Brasil só será plenamente desenvolvido quando as oportunidades chegarem a todos os territórios. Isso significa apoiar a indústria, a infraestrutura e a inovação, mas também reconhecer a potência econômica das favelas e periferias brasileiras, que empreendem todos os dias, geram renda, criam soluções e movimentam a economia local.
O que muitas vezes falta não é talento ou capacidade de trabalho. Falta acesso a apoio técnico, capacitação, crédito, capital inicial, conexões e políticas públicas que reconheçam essa força. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social chegou às periferias brasileiras para afirmar que desenvolvimento não é apenas financiar grandes projetos. Desenvolvimento também é dar oportunidade a quem mais precisa, fortalecer negócios de favela, apoiar mulheres, jovens, pessoas negras, organizações comunitárias e empreendedores que transformam seus territórios.
O BNDES Periferias foi construído em diálogo com quem vive e atua nas comunidades. São moradores, lideranças e organizações locais que conhecem as dificuldades e sabem como superá-las. O papel do BNDES é criar oportunidade, mobilizar recursos e ajudar essas soluções a ganharem escala.
Desde 2024, o BNDES Periferias disponibilizou R$ 355 milhões de recursos não reembolsáveis de seu Fundo Socioambiental nas frentes Periferias Empreendedoras, Polos Periferias e Periferias Economia do Cuidado. Também lançamos o BNDES Periferias Fortes, para fortalecer organizações sociais do Norte e Nordeste, e o BNDES Periferias Verdes, que apoia economia circular, agricultura urbana, preservação ambiental e resiliência climática.
Na prática, o apoio chega por capacitação, mentoria, educação financeira, acesso a redes de mercado, capital semente, apoio a negócios coletivos e espaços comunitários, formação, cuidado e geração de renda. Até abril de 2026, as operações aprovadas somam R$ 82 milhões, dos quais R$ 21 milhões são contrapartida de parceiros. O apoio já abrange 83 favelas e comunidades urbanas e beneficia 6,1 mil mulheres, 2,1 mil pessoas pretas e pardas e mais de 2 mil jovens, além de mais de 160 organizações sociais das periferias do Norte e Nordeste, fortalecidas institucionalmente.
Em março, mês do Dia Internacional da Mulher, o BNDES lançou a edição BNDES Periferias Mulheres, ação inédita, inovadora e justa, com até R$ 80 milhões para apoiar mulheres empreendedoras e iniciativas de economia do cuidado nas periferias.
Essa agenda também se conecta à inclusão digital. Com o BNDES Periferias Escolas Conectadas, com recursos do FUST, apoiamos a ampliação e melhoria das redes e dos serviços de telecomunicações para que a população das periferias tenha acesso a conhecimento, tecnologia e oportunidades da economia digital. Até abril, foram financiados R$ 414 milhões, que beneficiarão 793 favelas em 110 municípios das cinco regiões do país.
Com todo esse trabalho, os exemplos de atuação do BNDES Periferias já se espalham pelo Brasil. No Jardim Ângela, Zona Sul de São Paulo, o Programa ANIP — Articuladora de Negócios de Impacto da Periferia —, da Associação A Banca, apoia empreendedores locais com formação, rodas de conversa e capital semente.
Em Manaus, os projetos Elas no Território, do Instituto Consulado da Mulher, e FavELA Empodera, da Softex, fortalecem o empreendedorismo feminino. Em Niterói, no Complexo do Viradouro, o projeto Empreende Viradouro — Capacitando Jovens e Mulheres para o Futuro, da REDEH (Rede de Desenvolvimento Humano), apoia mulheres e jovens empreendedores.
O reconhecimento veio recentemente, com o prêmio da Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial, na categoria Interseccionalidade.
O desenvolvimento do Brasil passa pelas comunidades, pelas periferias urbanas, pelo empreendedorismo nas favelas. Quando uma mulher estrutura seu negócio, quando um jovem transforma uma ideia em renda, quando uma organização comunitária ganha força, todo o país avança. A favela não é problema a ser resolvido. É parte essencial da solução para o futuro do Brasil.










