Daniela Redondo, Diretora Executiva do Instituto Coca-Cola Brasil (Divulgação)
Daniela Redondo, Diretora Executiva do Instituto Coca-Cola Brasil (Divulgação)

Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, o Instituto Coca-Cola Brasil celebra a marca de 1 milhão de pessoas impactadas em todo o país desde sua fundação, em 1999.

À frente da iniciativa, a Diretora Executiva Dani Redondo recebeu a Favela S/A para uma conversa de mais de uma hora, em que falou como as empresas podem crescer se derem espaço para a potência que vem da inovação das comunidades.

FAVELA S/A: O Instituto Coca-Cola Brasil já impactou mais de um milhão de pessoas. Quando você olha para a favela, o que chama mais atenção: o potencial ou a falta de oportunidades?

Dani Redondo: Sem dúvida, o potencial para a solução da falta de oportunidades. Acho que é quando a gente olha para esses dois mundos que conseguimos transformar realidades.

Tenho observado algo importante: a potência que vem da inovação das comunidades. Muitas soluções vistas lá fora como novidade, no Brasil já existem na prática dentro das comunidades. Isso porque existe uma cultura do “se vira” e da conexão. Há uma integração forte na comunidade, em que um ajuda o outro, criando um senso coletivo muito presente.

A potência está lá, mas acho que ainda quebramos poucos muros e fronteiras. Para fazer esse diálogo com o mundo que, aqui no Rio, a gente chama de “asfalto”, esses dois lados ainda não se encontram como deveriam. Existe um discurso, mas ainda falta prática.

Há potência, mas é preciso trabalhar para que esses desafios sejam enfrentados de forma integrada — e não como responsabilidade exclusiva da favela. Existem estruturas de concentração de riqueza e poder que precisam ser rompidas.


FAVELA S/A: Nas favelas, as pessoas muitas vezes precisam se unir para superar dificuldades. Isso, por si só, já fortalece essas potências?

Dani Redondo: Essa criatividade que você mencionou — de se juntar para encontrar soluções — e o empreendedorismo são intrínsecos.
A natureza de quem vive em uma comunidade de baixa renda acaba sendo essa, porque existe uma necessidade constante de sobreviver. Então surgem inovações de sobrevivência e pessoas criando soluções reais.

Mas a gente não consegue resolver problemas estruturais de forma massiva. Há criatividade e inovação; as pessoas, por si só, resolvem e sobrevivem. Mas ainda com uma vida limitada em relação ao potencial que poderiam alcançar — em dignidade, qualidade de vida, lazer e perspectiva de mundo.

Tem coisas que acabam sendo naturalizadas porque você tem como referência a geração anterior e pensa: “Ah, mas eu estou melhor que meus pais”. E isso é ótimo. Mas, quando a gente olha para a desigualdade como um todo, há camadas da população vivendo coisas que talvez essas pessoas não consigam alcançar em uma ou duas gerações. Por isso, é preciso ter intencionalidade para acelerar esse processo. O diálogo entre os mundos precisa acontecer.


FAVELA S/A: O empreendedorismo das periferias muitas vezes nasce da necessidade. Como transformar o empreendedor por sobrevivência em um empreendedor por visão?

Dani Redondo: Quando a gente fala do empreendedor com visão, muitas vezes atribuímos tudo a ele, como se dependesse apenas do indivíduo. Mas existem estruturas que precisam ser transformadas para que mais empreendedores com visão surjam.

Existe um capítulo individual — capacitação, networking e capital de risco. Porque não basta oferecer capital se a pessoa não pode errar. É muito diferente quando você tem um empreendedor de classe A: ele pode quebrar várias vezes porque conta com uma rede de proteção.

Então, não depende só daquele indivíduo ter visão. Ele pode ser criativo, mas não tem rede de apoio para errar. Por isso, precisa de capital de risco e networking. Famílias de maior renda constroem essas conexões desde cedo, pensando nos contatos que os filhos terão no futuro.

Esses muros e barreiras precisam ser considerados. Como fomentar trocas para que esse empreendedor da periferia tenha conexões, acesso ao capital e possibilidade de inovar e escalar? Vai depender, em boa parte, dele — mas não só dele. Às vezes colocamos muito peso apenas no indivíduo, e isso vira a narrativa da “trajetória do herói”. Então, ele não pode se acomodar achando que não tem protagonismo. Mas também é preciso reconhecer as estruturas e aprender a navegar nesse ecossistema.


FAVELA S/A: Você, com a visão de quem está em uma empresa global, vê que a sociedade está contribuindo para esse muro diminuir ou para ele ficar ainda mais alto?

Dani Redondo: Eu acho que hoje temos mais consciência das questões estruturais da desigualdade. E acredito que existe, sim, um esforço legítimo de construção e de quebra de barreiras — estou falando de forma geral: do poder público, das empresas e das organizações.

O que acontece é que ainda temos estruturas financeiras e dinâmicas de circulação de recursos muito mais profundas e difíceis de transformar. Então, eu não acho que isso faça o muro crescer, mas sustenta com muita força para que ele não quebre de vez.

Esses elementos ainda estão nos alicerces desse muro. É como se todo mundo estivesse tentando derrubá-lo com uma “machadinha”, cada um com a sua, mas o alicerce ainda está muito enraizado nas estruturas atuais — na forma como o poder e os recursos circulam na sociedade.

Então, eu não acho que ninguém hoje — tirando alguns grupos muito específicos — esteja trabalhando para aumentar esse muro. A maioria está tentando diminuí-lo, quebrá-lo. Mas, com a “machadinha”, ainda não apareceu ninguém com um “trator” que realmente consiga mexer nas bases.


FAVELA S/A: Vocês têm um foco forte em empregabilidade de jovens. Como equilibrar isso com o incentivo ao empreendedorismo nas periferias?

Dani Redondo: Ótimo ponto, porque eles são concomitantes. Aqui no Instituto, quando falamos de empregabilidade, estamos falando também de inclusão produtiva, empoderamento econômico e empreendedorismo. A gente aposta nos dois, porque não é uma escolha entre um ou outro.

Há pessoas com perfil para trabalhar em empresas e outras para empreender. A questão é não romantizar o empreendedorismo, nem pela narrativa da “trajetória do herói”, nem pela ideia de que todo mundo precisa empreender. A gente estimula os dois caminhos.

Hoje, em termos de escala, a empregabilidade é onde conseguimos atuar com mais alcance. Além disso, ela permite garantir proteção social, que é uma discussão importante.

O nosso diferencial está justamente na empregabilidade porque, sendo Coca-Cola, a gente dialoga diretamente com empresas e com diversos empregadores e indústrias. Ainda assim, temos também o coletivo de empreendedorismo.

Mas há uma terceira via que precisamos discutir: o futuro do trabalho. Estamos vendo uma transformação tanto no conteúdo do trabalho — com tecnologia, inteligência artificial e economia verde — quanto na forma, com modelos mais flexíveis e múltiplas fontes de renda.

E aí voltamos ao ponto inicial: proteção social. Como garantir que, diante de uma crise, essa pessoa não retorne a uma situação de vulnerabilidade?

São questões sem uma única resposta. Por isso, trabalhamos com uma lógica de desenvolver conforto no desconforto. Não há um único caminho claro — vamos avançando e aprendendo no processo.”


FAVELA S/A: Qual a história desse público mais te marcou? Algo que você olhe e diga: “serve como inspiração para outras pessoas”?

Dani Redondo: Hoje mesmo eu estava vendo uma pesquisa que mostra que muitos jovens querem ser influenciadores. Mas, ao mesmo tempo, há muitos jovens periféricos que também desejam profissões mais tradicionais. E isso é importante, porque às vezes a gente corre o risco de dizer que só as novas profissões são relevantes.

Existe a história de uma jovem, de 2014, que participou de um processo seletivo. O sonho dela era ser advogada, e entrou em um programa que a conectou ao primeiro emprego, em um fast food.

Começou ali, foi crescendo dentro da empresa até chegar a supervisora de loja e teve a oportunidade de participar de um programa para conciliar trabalho e estudos.

Depois, entrou na faculdade de Direito e, anos depois, participou de um programa de mentoria com funcionários da Coca-Cola. Em um evento, disse: “meu sonho é ser advogada e eu queria um mentor que me ajudasse a construir esse caminho”.

Um vice-presidente jurídico levantou a mão e disse: “eu vou ser seu mentor”. Quando surgiu uma vaga de estágio, ele lembrou dela. Ela entrou como estagiária, depois virou assistente jurídica e, hoje, é a nossa advogada.

São carreiras que vão se abrindo, mas que, sem contato e perspectiva, acabam ficando invisíveis.

A diferença é que, quando você vem de uma classe mais alta, já tem rede. Já um jovem de comunidade muitas vezes não tem isso. Então o nosso papel é ampliar acesso e abrir mundo. Não é que ser influenciador não seja uma profissão importante, mas é olhar para além do que está na tela do celular.

Divulgação

FAVELA S/A: Muitos jovens têm talento, mas não têm acesso a rede, mentoria e mercado. Qual o papel de grandes empresas em abrir essas portas de verdade?

Dani Redondo: Quando a gente começou, o foco era preparar o jovem para o mercado de trabalho: entrevista, currículo, tipos de contrato e noções de proteção social.

Essa preparação muitas vezes não existia nas famílias, pois viveram majoritariamente na informalidade. O objetivo era dar uma perspectiva de mundo do trabalho que não estava disponível.

A gente conectava isso com oportunidades de emprego por meio de uma rede de parceiros. Mas percebemos que o encontro nem sempre funcionava bem: o jovem queria trabalhar, o empregador queria contratar, mas havia ruídos no processo.

Em 2020, criamos uma área de empregabilidade para estruturar esse encontro. Mas o processo ainda tinha muitos vieses. Muitas empresas diziam que queriam contratar jovens de periferia, mas colocavam requisitos que acabavam excluindo grande parte deles, como inglês em vagas de entrada. Foi preciso quebrar barreiras invisíveis, inclusive vieses de gênero e raça.

Depois, percebemos um nível mais complexo: a relação entre gestores e jovens de realidades diferentes. Muitas vezes, o gestor tinha boa intenção, mas não compreendia o contexto do colaborador.

Em um workshop de mentoria, por exemplo, um gestor entendeu que atrasos de uma jovem não eram desinteresse, mas consequência da realidade que ela enfrentava em casa.

A ideia dos programas de mentoria é aproximar esses mundos. Para o jovem, abre possibilidades; para os gestores, amplia a compreensão do contexto social.

Em muitos casos, os ambientes corporativos são homogêneos. A diversidade rompe isso, amplia a capacidade de criação e também é estratégica para empresas que dialogam com uma população diversa.

Muitas pessoas que passaram pelo Instituto hoje trabalham na Coca-Cola e chegaram a posições de gestão, trazendo perspectivas que antes não existiam.

No fim, não se trata apenas de formar tecnicamente, mas de abrir portas — e isso passa por acesso e conexão.”

FAVELA S/A: Vocês falam muito em tecnologia e conexão com oportunidades. Como garantir que isso não deixe para trás quem ainda está fora do digital?

Dani Redondo: Essa é a grande discussão: como tecnologia e mobilidade econômica não podem ser separadas de forma a criar quem avança e quem fica para trás. A tecnologia tem o poder de acelerar desigualdades, mas também de ajudar a resolvê-las. Se não houver intencionalidade e consciência, esse gap tende a aumentar muito rápido.

E não estamos falando apenas de acesso a ferramentas como o ChatGPT. Estamos falando das habilidades e competências necessárias para fazer essa virada no uso da tecnologia. Quem tiver mais acesso a conhecimento e uso qualificado da tecnologia terá mais chances de aceleração.

A tecnologia já está no celular de todo mundo. Então, o desafio é transformar o uso recreativo em um uso intencional: que gere renda, oportunidade e permita que o jovem seja protagonista da própria narrativa. Sem esse entendimento, ele pode ficar apenas no uso superficial, sem desenvolver pensamento crítico.

Não se trata de ser contra a inteligência artificial. A questão é como utilizá-la a nosso favor. Ela pode aumentar eficiência e produtividade, mas o conhecimento precisa continuar sendo humano, potencializado pela tecnologia — e não substituído por ela.

Outro ponto importante é o “rastro digital” que deixamos. Hoje, tudo o que é publicado na internet pode ser considerado no futuro, inclusive em processos de seleção. Então, a questão é como o jovem constrói a própria narrativa digital de forma consciente.

Por isso, é importante evitar uma narrativa pasteurizada, homogênea, “perfeita demais”. O desafio é trazer autenticidade e realidade, sem perder o controle sobre a própria história. Você precisa ser o roteirista da sua narrativa.

Para cérebros mais jovens, em formação, o desafio é construir pensamento crítico desde já. Precisamos acelerar esse processo — mesmo sem ter todas as respostas.

Jovens do Coletivo Coca-Cola Jovem

FAVELA S/A: Voltando à metáfora do muro: esse muro digital é ainda mais alto e mais largo do que o outro, não?

Dani Redondo: É porque quem tem os dados na mão já largou na frente. Isso virou uma nova moeda. Então, você cria esse vale entre quem detém conhecimento e quem fica para trás. Ao mesmo tempo, hoje temos mais informação do que tínhamos há poucos anos.

Por um lado, o muro digital é invisível — e, de certa forma, mais alto. Mas, por outro, ele também pode ser atravessado. Você pode usar ferramentas, encontrar caminhos e até “hackear” esse sistema de alguma maneira. E isso abre um debate importante, inclusive ético.

Se voltarmos ao processo seletivo, especialmente de entrada, ele será cada vez mais guiado por eficiência e produtividade, muitas vezes mediado por inteligência artificial. Então surge uma questão: como alguém em situação de vulnerabilidade, que talvez não tenha um currículo tradicional, consegue atravessar esse filtro?

Uma coisa que me dei conta é que a IA não vê “brilho nos olhos”. E, historicamente, a gente sempre contratou também por isso. Existe algo que vai além do mensurável, que não está em tabelas ou pontuações. A IA não capta isso.

Então a pergunta passa a ser: como alguém pode “hackear” o sistema para conseguir entrar? Mas o fato é: quanto mais humano você se torna, mais diferencial você pode ter nesse cenário.

E o que significa “ser mais humano” no contexto da IA? Significa fortalecer aquilo que ainda é exclusivamente nosso: relações, conexões e experiências.

Não há problema em usar inteligência artificial. Mas, se a IA passa a fazer o que antes era operacional, o diferencial passa a ser o que gera conexão, vínculo e experiência. No fim, uma empresa como a Coca-Cola é exatamente isso: experiência.


FAVELA S/A: Como presidente do Instituto, o que faz seus olhos brilharem?

Dani Redondo: É o brilho nos olhos dos outros. Eu adoro quando a gente pega algo que parece impossível.

Lá atrás, quando surgiu o “Milhares para Milhões”, já havia um incômodo muito grande com a realidade do Brasil: a gente atendia milhares de jovens, tinha reconhecimento, era referência, mas eu pensava: “milhares não é suficiente, tem que ser milhões”.

Foi quando tive a ideia de propor uma estratégia de mudança de escala. Eu não tinha exatamente o “como”, mas tinha a convicção de que era o certo a fazer. Apresentei a ideia para o time, e houve diferentes reações. E isso me marcou muito, porque a ideia, sozinha, não vale nada; o que vale é quem constrói junto.

Então veio a pandemia, e tudo se acelerou. O que seria uma transição gradual para o digital virou uma transformação abrupta. Havia muitas discussões sobre a viabilidade disso e sobre como transformar mais vidas sem perder relevância.

Foi um processo difícil, até encontrar o modelo certo. E o impacto real só aparece depois: se conseguiu emprego, se houve inclusão produtiva. Então, por um período, a gente trabalhou praticamente no escuro.

Quando saiu a primeira pesquisa de impacto, os resultados vieram positivos, mais fortes do que o modelo anterior. E lembro de um sentimento coletivo de confirmação de que estávamos no caminho certo.

Para mim, o “brilho nos olhos” está nisso: acreditar quando ainda não existe o mapa.

Muitas pessoas se transformaram ao longo da jornada. Temos assistentes sociais que hoje atuam em tecnologia, psicóloga que virou gerente de produto digital.

No fim, o que me dá brilho nos olhos são as pessoas. Elas são complexas, dão trabalho, mas são elas que fazem tudo acontecer.


FAVELA S/A: Existe hoje um movimento forte de valorização da favela como potência econômica. Você acredita que o mercado já entendeu isso ou ainda está atrasado?

Dani Redondo: Depende do mercado e do segmento. Há uma parte que entendeu e se beneficia disso, que conecta e dialoga, mas esse entendimento ainda é muito mais transacional do que estratégico.

Quando eu digo transacional, é no sentido de produto, distribuição e canal — isso já foi incorporado. Mas ainda falta a favela entrar na discussão estratégica de fato. Alguns poucos avançaram nessa direção, mas o mercado, como um todo, ainda não chegou lá.


FAVELA S/A: E se você tivesse que apontar um caminho concreto para fortalecer o empreendedorismo nas periferias do Brasil, qual seria o primeiro investimento: formação, crédito ou acesso ao mercado?

Dani Redondo: Acesso ao mercado e crédito de capital de risco. Acho que é preciso ampliar muito o capital de risco, porque vejo os empreendedores muito focados em sobreviver e em dar retorno imediato.

Quando você está empreendendo, precisa testar muitas possibilidades antes de encontrar um caminho. O problema é que o mercado ainda não está disposto, em grande escala, a oferecer esse tipo de capital.

O acesso ao mercado também é fundamental. Mas, sem dúvida, o ponto central é o capital de risco.


FAVELA S/A: Nossa revista nasce para contar histórias de potência e empreendedorismo das periferias. Como você enxerga iniciativas como essa dentro de uma estratégia maior de impacto? E que tipo de parceria entre empresas e comunicação pode acelerar mais esse movimento?

Dani Redondo: Eu acho fundamental como esses mundos se encontram. Existem oportunidades, mas também desafios — e um dos principais é justamente esse: os mundos ainda não se encontram. E isso aqui faz uma ponte importante.
A revista leva pessoas que estavam “do outro lado da ponte”, como nas capas e entrevistas que vocês trazem, para dentro do território. Isso é fundamental.

E talvez o próximo passo seja o inverso também: como fazer essa revista chegar ao outro público, que também precisa ler isso? Vejo esse movimento como um avanço importante.


FAVELA S/A: Como alguém que representa uma marca como a Coca-Cola, o que você tem a dizer para as empresas que ainda não enxergaram o que a população da favela pode entregar para a sociedade e para a própria favela?

Dani Redondo: Acho que elas não sabem o que estão perdendo. Não só em perspectiva de negócio, mas porque isso também traz inovação, senso de pertencimento e orgulho, tanto para funcionários da comunidade quanto para os que não são.

Isso se reflete em inovação de produto, conexão e marca empregadora. Mas, acima de tudo, gera propósito para quem está dentro. E propósito é um dos elementos mais importantes dentro de qualquer empresa. Às vezes, as empresas estão tão focadas no mercado que deixam de enxergar esse valor.